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15 mitos x verdades sobre reprodução assistida

15 mitos x verdades sobre reprodução assistida

A reprodução assistida e suas técnicas ainda geram uma série de dúvidas para quem pensa em recorrer aos tratamentos. Talvez por isso, o assunto está permeado por diversos mitos que confundem os pacientes.

A procura pelas técnicas tem aumentado. Uma das razões para isso é que, a cada ano, as mulheres decidem ter filhos em idade mais avançada. Pesquisa feita nos Estados Unidos mostra que 42% das mulheres mais bem sucedidas do país ainda não têm filhos aos 40 anos, e apenas 14% das que concluem a faculdade já são mães.

Para esclarecer as dúvidas sobre os tratamentos, o especialista do Centro de Reprodução Assistida Insemine, Dr. João Sabino da Cunha Filho, fala sobre 15 mitos e verdades que permeiam o assunto:

  1. A idade da mulher é o maior fator de prognóstico para se conseguir uma gravidez.
    O homem produz um espermatozoide novo a cada 60 dias. A mulher nasce com uma quantidade de óvulos – cerca de um milhão – e esse número vai diminuindo ao longo do tempo. A chance de engravidar, então, depende da sua idade. O ideal seria engravidar antes dos 35 anos. Importante lembrar que é mito dizer que o corpo feminino tem se adaptado à demora da mulher moderna para engravidar.
  2. Tratamentos de reprodução assistida garantem a gravidez.
    Ele serve pra restabelecer as chances. Via de regra, aumenta em cerca de 30% a cada fertilização in vitro. Não há garantia.
  3. Nos tratamentos para gravidez sempre nascem gêmeos.
    Mito, embora no passado fosse verdade. Hoje, é inclusive um marcador de qualidade de laboratórios de reprodução assistida. A meta que se tem na Inglaterra, por exemplo, é para que no próximo ano a ocorrência de gêmeos em casos de tratamentos para engravidar não seja maior do que 20%. Isso porque o nascer de gêmeos está associado com a prematuridade de algumas doenças em gravidez. É um parecer indesejado. E isso é controlável ao passo em que se transferem embriões de maior qualidade e em menor quantia. Aliás, existe uma normativa do Conselho Federal de Medicina que limita o número de embriões a serem transferidos.
  4. Mulheres atletas, que se exercitam demais, podem ter dificuldades para engravidar.

É correto se falarmos em atletas de alto rendimento. Isso porque, nesse caso, a mulher tem uma diminuição intensa da gordura corporal e pode ficar inclusive sem menstruar. A pausa no excesso de exercícios já faz com que tudo volte ao normal.

  1. Síndrome dos Ovários Policísticos (Polimicrocísticos) é sinônimo de infertilidade
    Assim como a endometriose, a Síndrome dos Ovários Policísticos é uma doença que pode estar associada à dificuldade para engravidar. Mas nem todo mundo que sofre da doença será infértil.
  2. O uso da pílula contraceptiva por muitos anos pode causar infertilidade.
    Não existe essa relação.
  3. Um aborto espontâneo reduz as chances de a mulher engravidar novamente.
    Assim como já ter filhos não garante a fertilidade para tentativas futuras.
  4. A infertilidade afeta em igual proporção os homens e as mulheres
    Podemos dizer que o índice fica em 50% para cada um.
  5. Usar regularmente a pílula do dia seguinte pode afetar a fertilidade.

Correto. O uso abusivo do medicamento pode provocar distúrbios hormonais que atrapalharão o ciclo menstrual. Ele é indicado apenas para casos emergenciais.

  1. Um ano de tentativas sem gravidez é indicativo da necessidade de se procurar um especialista.
    Correto se for o caso de mulheres com menos de 35 anos. A partir dessa idade, deve-se procurar um especialista após seis meses de tentativas.
  2. Não quero ter filhos agora, congelar óvulos é uma boa opção?
    Mas não é garantia. O que podemos garantir é a alta qualidade do tratamento, mas não a gravidez, já que há uma série de variáveis envolvidas.
  3. Ter cólica durante a menstruação é normal
    Mulher que sofre de cólicas durante a menstruação, ou que tem ciclos irregulares, deve procurar um médico. Podem ser indicativos para alguma doença, como a endometriose ou ovário policístico.
  4. Pessoas que sofrem de câncer têm diminuídas as suas chances de ter filhos
    Hoje 80% das pessoas se curam do câncer e, depois, ficam impedidas de ter filhos. Então, a orientação é para que, assim que recebido o diagnóstico do câncer, procurem uma clínica para congelar seus óvulos ou espermatozoides. É um procedimento que não interfere no tratamento da doença.
  5. Reprodução assistida é um tratamento caro.
    Existe uma larga margem de valores que vai de custos muito baixos a outros mais altos.
  6. Em técnicas de reprodução assistida, posso escolher o sexo do bebê
    Não pode escolher sexo, nem cor dos olhos ou cabelos. São normativas do Conselho Federal de Medicina.
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