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Câncer, fertilidade e esperança: médico orienta o que é preciso para se ter filhos após o tratamento

Câncer, fertilidade e esperança: médico orienta o que é preciso para se ter filhos após o tratamento

Um dos principais efeitos colaterais da quimioterapia ou da radioterapia é a infertilidade. Mesmo que esses tratamentos possibilitem a sobrevivência de cerca de 80% de crianças e adolescentes com câncer, algumas drogas podem causar a ausência total (ou anormalidades) de espermatozoides, no caso dos homens, e falência ovariana prematura ou menopausa precoce, nas mulheres.

 

Segundo o médico urologista da clínica Insemine, de Porto Alegre, Alberto da Costa Stein, que também é membro da Sociedade Americana de Urologia e da Sociedade Internacional de Preservação da Fertilidade, o método mais seguro e eficaz para assegurar a possibilidade de pessoas portadoras de câncer constituir família é a criopreservação (congelamento) de espermatozoides, óvulos ou embriões anteriormente à terapia.

 

No caso de óvulos e embriões, o congelamento requer estímulo medicamentoso dos ovários, procedimento que pode levar de três a seis semanas. Quando essa abordagem não é possível, a alternativa é o congelamento do tecido ovariano, técnica também adequada para preservação da fertilidade no caso de crianças e pré-adolescentes. “O tecido ovariano é uma fonte de gametas, que podem ser criopreservados e, após o final do tratamento oncológico, a paciente tem possibilidade de reestabelecer os ciclos reprodutivos”, afirma Stein.

 

Contudo, o médico alerta que as taxas de sucesso de fertilidade variam de acordo com fatores como idade do paciente e tipo de câncer e de tratamento realizado. “Cada caso deve ser avaliado individualmente e é recomendado sempre procurar um especialista tão logo se tenha detectado o câncer no organismo, pois o tempo também pode ser um obstáculo nesses casos”, observa Stein.

 

Próstata e mama são principais casos na região Sul 

Estimativas de 2016 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), do Ministério da Saúde, para a região Sul do Brasil apontam que, nos homens, os cinco principais tipos de câncer são próstata, traqueia, brônquio e pulmão, cólon e reto, estômago e esôfago; nas mulheres, são mama, cólon e reto, traqueia, brônquio e pulmão, colo do útero e estômago. No Brasil, a principal ocorrência é o câncer de pele, que corresponde a 29% do total estimado de novos casos de câncer em 2016.

 

 

 

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