Desabafos · Gravidez/Parto · Nasceu, e agora? · Relatos pessoais

A luz no fim do túnel…

A luz no fim do túnel (para mamães)Desde o momento que o teste de gravidez dá positivo, a vida da gente muda. Primeiro, a gente se preocupa com as coisas mais absurdas, faz os planos mais irreais do mundo, cria regras e controla tudo dentro da nossa cabeça. Segundo a gente fica gigantesca, inchada, indisposta, enjoada e sensível.

Daí a cria nasce. E a gente vê que todo estresse causado pela redinha de banho não era tão necessário assim, afinal nosso braço faz muito bem o papel de segurar o bebê… que planejar a rotina da criança não é tão fácil como dizem os livros e revistas, afinal, ninguém disse pro bebê que horas são… Os bebês chegam nos mostrando dia a dia que a gente controla é nada. Muitas roupas sujas, muitas fraldas trocadas, muitas horas sem sono, muitos dias de pijama, mamadeiras, cólicas, tentar decifrar o choro: Fome? Fralda cheia? Frio? Calor? Sede? Dor? Aconchego? Sono? Parece que esse período nunca vai passar! Mas basta um olhar daquele pacotinho de amor, pra gente sentir que está no caminho certo.

Depois começa a introdução alimentar, começam a engatinhar, vêm os dentes, primeiros passos, mais dentes… Todo esse período de mudança é estressante para o bebê também, que não tem ideia do que fazer com tudo isso e chora. Muito. Muito mesmo. No colo da mãe, de preferência… E a gente que já era virada em pijama e olheira, se sente muito incompetente. A gente não pode fazer para tirar a dor ou aliviar a angústia que eles sentem, a não ser aconchegar. E a gente não consegue fazer muito pela gente. Quem aconchega a mãe? Fica aquele misto de sentimentos, um cansaço misturado com culpa por estar cansada. E tudo isso passa quando eles se aninham e se acalmam no peito da gente. A gente se sente super mãe!

E quando não tem pra onde correr, ela aparece lá de longe e bem linda: A luz no fim do túnel!!! E de repente temos noites inteiras de sono, rotina definida, tentativas de comunicação, sons para cada atividade. E voltamos a dormir, conseguimos ler enquanto eles brincam, tentam comer sozinhos, descobrem novas coisas, socializam e nos enchem de beijinhos! Conseguimos marcar manicure, comprar roupa nova, sair com as amigas.

Uma birra aqui, outra acolá, risadinhas, historinhas, e já dá uma saudade do barrigão, quando eles eram só nossos, protegidos de tudo. Uma nostalgia do quanto era bom estar grávida e ser paparicada. E num piscar de olhos, já estão grandes e independentes, correndo pra lá e pra cá, não querem saber de colo! Passou tudo tão rápido que dá até uma vontade de ter outro bebezinho…

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